quinta-feira, 13 de junho de 2013

Escalada Morro da Mina - São Pedro - Soderópolis SC



 05:00, o despertador toca, ainda esta escuro lá fora, tento vencer a sono e vontade de continuar embaixo das cobertas, nessa madrugada fria de domingo. Mas a vontade de escalar é muito maior. Há algum tempo eu queria conhecer este novo setor (ainda sem nome) no Morro da Mina. O "Morro" é uma imponente montanha, destacada das encostas da Serra Geral, com muitas vias tradicionais e famoso por suas fendas.

 Quando recebi a ligação do Thiago (Tatu) Meister, me convidando para uma escalada no novo setor do "Morro" fiquei muito contente. Marcamos de sair bem cedo, pra aproveitar o dia, tínhamos duas estratégias. A primeira reconhecer uma linha nova, a segunda escalar algumas das vias já abertas. Quando chegássemos lá decidiríamos.
 
 
As 07:00 já nos encontravamos em frente ao Projeto Felinos do Agauí, nossa base de apoio para o Morro da Mina. Retornamos cerca de 1 Km a pé, até uma estrada que dá acesso ao lado leste da montanha. Uma antiga estrada de retirada de madeiras, muito pisoteada pelo gado e bem lamacenta. Com 01:10 chegamos a base das vias.

Enquanto reconheciamos as vias existentes e pensavamos em uma provável linha a ser conquistada, chegaram o Zig a Aline e o Rafael. Após uma rápida conversa e alguns betas do Zig, decidimos que eu e o Thiago entrariamos na “Rock in Rocks (7ª sugerido), uma fenda de uns 35 metros. Fariamos a 1ª cordada  e depois abririamos a 2ª cordada.
 
 
O Thiago entrou guiando comigo na seg. A fenda é um pouco inconsistente no início, um arenito realmente esfarelento que solta bastente sedimentos. O Thiago se esforçou bastante e apesar do grande esforço que a via exige, encadenou toda ela de primeira. Atingiu o plato onde esta a primeira parada e logo estava pronto pra me assegurar.
 Entrei bem na via, fiz um posicionamento diferente do Thiago, pois minha estatura é mais baixa, o que me dificultou as coisas mais tarde também. A via se inicia bem no pé da parede, em um diedro, com um entalamento de dedos a altura da cabeça e algumas agarrinhas de pé. Em seguida se assessa um pequeno ressalto com outra fenda de frente.
 
 
Segui de frente para o vértice do diedro, utilizando as duas fendas. A fenda principal (esquerda) se abre em um Off wind, onde meus problemas começaram. Vi o Thiago fazer os lances em “tesoura”, utilizando as duas fendas. No entanto a “envergadura” dele é muito maior que a minha, e eu tive muita dificuldade de precisei de muita força.
 Cai uma tres vezes até atingir dois terços da via, logo acima estaria um excelente ponto de descanso, que caso eu acessasse poderia recuperar as forças. Consegui colocar as duas mãos na parte superior do bloco em questão, mas não tive forças para me “puxar”e tomei a terceira queda. 
 
Fiquei pendurado um certo tempo, recuperando o folego e as forças, e então decidi trocar de tática. Ao invés de repetir os movimentos do Thiago, decidi utilizar o diedro e o Off wind em oposição. Com movimentos curtos, pois a sapatilha escorregava muito, consegui assender a fenda sem maiores porblemas e com pouco esforço.
 
 
Passei um pouco do bloco onde poderia descansar, estiquei a perna e logo estava em pé sobre o bloco, respirando novamente. Nesse momento o Thiago me disse que eu estava “travado” na seg e que iria dar uma atenção pro Zig que estava escalando outra via do outro lado. Aproveitei pra sentar, descansar e apreciar a vista e me recuperar.
 
 

Bem mas o que importa é a escalada, então! Me preparei pro ultimo trecho da via, acessar o plato da parada. Mas antes mais um desafio, uma fenda que acaba jogando o escalador para a esquerda, dificultando a entrada nela. Após mais alguns momentos de perrengue, e muita força, consegui, me reuni com o Thiago na parada.
 
 Conversamos um pouco e, com a aprovação do Zig (“dono” da via), decidimos iniciar a conquista da segunda cordada. O Thiago entro em artificial com pitons, as unicas peças que foram eficazes naquele arenido fraturado e delicado. Cerca de tres metros da parada o Thiago teve de bater uam chapa, acima disso a pedra eé tão podre que desisitimos.
 
 
Abandonamos a conquista por falta de material, necessitávamos de uma pistola com um selador químico pra pode realmente fixar as ancoragens nesse ponto. Em breve voltaremos lá para dar continuidade a essa via que tem tudo para ser uma das Grandes vias do Morro da Mina.

sábado, 18 de maio de 2013

Travessia nos Canions dos Aparados da Serra

  Nos dias 12,13 e 14 de abril, como fechamento do Curso de Capacitação para Condutores de Turismo de Aventura, que ministrei a condutores de Jacinto Machado, Praia Grande, Mampituba e Cambará do Sul, realizamos a travessia do Parque Nacional dos Aparados da Serra. Nossa aventura iniciou-se nas bordas do Canion Itaimbezinho e terminou no vale da Pedra Branca, na comunidade de São Roque.
 
 Na sexta, dia 12, nos encontramos no centro de Praia Grande e partimos em direção a sede do parque no canion Itaimbezinho. Fomos recebidos pelo chefe do parque e sua equipe que fizeram uma apresentação sobre a constituição do parque, seus objetivos, fauna flora e geologia da região e também sobre as condições para guiamento no parque. Depois fomos para a "Hospedaria" do parque onde pernoitamos

  Na Hospedaria, uma cabana, que serve de apoio ao pessoa do parque e a pesquisadores, os trabalhos continuaram, com o planejamento da orientação e navegação da expedição, confecição e distribuição da alimentação, retificação e ratificação dos processos logisticos. A noite foi bem agradavel, apesar do frio que foi suportável devido a lareiria que permaneceu acesa toda a noite.

O sábado amanheceu com uma intensa neblina, um vento forte e derrepente a chuva apertou mesmo. Partimos por volta de 08:00, sob um aguaceiro. Mas nada tirou o animo de nossa equipe. As primeiras horas foram feitas abaixo de chuva e por terrenos bem alagados. A todo o  momento faziamos paradas para recebermos informações sobre a geografia local e outros aspéctos de interesse aos condutores.
Por volta de 10:30 chegamos ao vértice direito do canion Faxinalzinho, o qual deveriamos desbordar até encontrarmos a trilha por onde descerimos ao seu interior. Nesse ponto a chuva já tinha nos deixado e os primeiros raios de sol atravessavam as nuvens no horizonte. Após uma pequena pausa, retomamos nossa marcha. O planejamento era chegar ao local de acampamento até as 17:00hs.


Desse ponto em diante nosso deslocamento foi todo pelas bordas do faxinalzinho, A equipe de navegação (que era revezada de pouco a pouco para que todos pudessem praticar) tinha a missão de encontrar uma passagem para a outra borda do canion. Ao meio dia ainda não tinhamos atingido o ponto de travessia, mas logo este foi localizado e ultrapassado por volta de uma da tarde. Fizemos uma parada para o almoço.

 A chegada ao local de acampamento foi mais cedo do que o previsto, por volta de 16:00. Iniciamos a montagem do acampamento, a confecção da alimentação e o reconhecimento do inicio da trilha de descida. Ao final do dia fomos presenteados com um céu limpido, somente algumas nuvens, e um por do sol espetacular. A noite foi fria porém aconchegante no interior dos sacos de dormir.
 
 Acordamos com as primeiras luzes da madrugada, iniciamos os preparativos do café, levantamos acampamento e reiniciamos nossa caminhada. Desse ponto em diante somente descendo pelas encostas do Faxinalzinho. Próximo ao meio dia estavamos no fundo do vale. Nesse ponto, após um lanche de trilha (almoço) iniciaran-se as travessias de rio, sempre uma atividade prazeirosa e agregadora.
No final da tarde, após uma parada num dos poços do rio para treinamentos de resgtate com cabo, chegamos ao nosso destino, a comunidade Quilombola de São Roque, ul lugar que além da grande importancia cultural, também tem uma grande beleza cenica aos pés da Pedra Branca. Ali foi realizado o encerramento. Agradeço a todos por esta grande oportunidade. Poucos são os que por aqui passaram.

sábado, 4 de maio de 2013

Escalada em Itapirubá

Há algum tempo eu não consigo atualizar este blog por falta de tempo, são muitas atividades que me impedem de sentar a frente do computador e narrar as ultimas aventuras. Retorno com uma postagem sobre um evento já passado, nem me lembro a data correta. Acho que foi no final de março.
 
 Na sexta recebi uma ligação do Elias (Caetano) dizendo que estaria em Itapirubá, para o final de semana, combinamos então de nos encontrarmos no domingo, quando eu iria para lá, para uma escalada no Morro de Itapirubá. No dia marcado, após o almoço fui ao encontro dele e a Veronica (sua namorada) e a irmã dela. Equipos organizados, partimos rumo ao setor "Baleia Franca", nos costões do lado leste do morro.

 


 
A via escolhida foi a "Reinicio IV(???) totalmente em móvel. O Elias se preparaou para guiar, sendo a primeira vez que entraria naquela via, eu fiquei na segurança. A primeira parte da via é um aderencia e logo em seguida vai por um sistema de fendas com algumas passagens aéreas. O Elias dominou muito bem todas as passagens da vias.

 
 

Uma vez no cume montou a parada, única parte fixa da via, de onde me deu segurança, no melhor estilo tradicional (apesar da via ser curta, escolhemos escala-la assim, pois estamos treinando para um projeto), fiz minha escalada muito tranquilo e aproveitando todos os lances pra melhorar a técnica e o condicionamento. Em breve nos encontramos no cume e em seguida rapelamos, deixando um top rope.

Então foi a vez das meninas experimentarem a escalada pela primeira vez (o irmão da Veronica tbm ia, mas acabou desistindo). A primeira foi a Veronica, que escalou bem até a metade da via, mas a passagem aérea da virada de um bloco, fez com que o esforço sobre sua mão, que já estava machucada, a prejudicase. A irmã dela escalou a via toda, com alguma dificuldade, mas muito bem para a primeira vez.
 
 
 Saimos do setor já no fianl da tarde com o dia chegando ao fim em um lindo por do sol. Foi sem dúvida um ótimo dia, como todos os dias de escalada devem ser, na companhia de amigos, trocando várias experiencias e muitas risadas. Agradeço a todos por essa oportunidade.