No dia 10 de junho, os membros da Associação Serra Geral de Montanhismo (ASGEM), visitaram o O Setor de Arqueologia do Instituto de Pesquisas Ambientais e Tecnológicas– IPAT, da Unesc, em Criciúma.Fomos recebidos pelos arqueólogos Me. Marcos Cesar Pereira Santos, Rafael Casagrande da
Rosa e pelo historiador Me. Carlos dos Passos Paulo Matias, que proferiram uma palestra sobre o tema.
O Setor de Arqueologia do Instituto de Pesquisas Ambientais e
Tecnológicas da Unesc – IPAT – oferece prestação de serviços para o
licenciamento arqueológico de áreas que sofreram algum tipo de impacto e
é coordenada pelo Arqueólogo Me. Juliano Bitencourt Campos. Foi apresentada também a complexidade do trabalho do arqueólogo, que tem por finalidade descrever os fatos através da analise dos materiais coletados
O que ficou muito claro em toda a visita foi a grande interação entre os trabalhos de campo realizados pelos pesquisadores e a experincia e o conhecimento do terreno que tem os montanhistas da região da Serra Geral, conhecimentos que se completam e que ficaram mais claros com as informações recebidas. Entre elas o conhecimento da fauna e da flora de grande riqueza pré histórica e histórica de nossa região
A região das encostas (Costões) da Serra Geral, foi habitada por uma variada megafauna, mamíferos gigantes que tiveram seu desenvolvimento aumentado após a extinção dos dinossauros, entre eles as Preguiças e Tatus Gigantes, que habitavam covas perfuradas no solo (Paleotocas) e também os Tigres Dente de Sabre, além de outros animais que deixaram suas marcas no solo e no subsolo
Além de fauna e flora, existiram também em nossa região diversos povos pré históricos, que também deixaram vestígios de sua cultura e de sua forma de vida. Entre eles, algumas habitações, ferramentas líticas ( de pedra lascada), pinturas rupestres e artesanato, em forma de cerâmica. Os pesquisadores ensinaram aos montanhistas como reconhecer, mesmo que leigamente alguns artefatos.
O mais importante, explicado pelos pesquisadores, é "Deixar Tudo em Seu Lugar", ou seja: Caso qualquer pessoa encontre um artefato ou outro tipo de indicio, deve primeiramente deixa-lo exatamente onde esta, fotografa-lo, determinar sua localização mais exata possível, de preferência fotografar com um objeto (caneta, lápis, canivete) apontado para o norte. somente assim poderá se ter todas as informações possíveis.







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